Invega Sustenna 100Mg/Ml Seringa Preench 1,5Ml
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Descrição Técnica
IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Invega Sustenna®
palmitato de paliperidona Suspensão Injetável de Liberação Prolongada
APRESENTAÇÕES
Suspensão injetável de liberação prolongada de palmitato de paliperidona em seringas preenchidas.
Seringa preenchida de 0,5 mL com 50 mg/0,5 mL, em embalagem com 1 unidade.
Seringa preenchida de 0,75 mL com 75 mg/0,75 mL, em embalagem com 1 unidade.
Seringa preenchida de 1,0 mL com 100 mg/1,0 mL, em embalagem com 1 unidade.
Seringa preenchida de 1,5 mL com 150 mg/1,5 mL, em embalagem com 1 unidade.
USO INTRAMUSCULAR
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Invega Sustenna® contém 50 mg, 75 mg, 100 mg ou 150 mg de paliperidona (presente sob a forma de 78 mg,
117 mg, 156 mg ou 234 mg de palmitato de paliperidona, respectivamente).
Excipientes: polissorbato 20, macrogol, ácido cítrico monoidratado, fosfato de sódio dibásico, fosfato de sódio
monobásico monoidratado, hidróxido de sódio, água para injetáveis.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Invega Sustenna® é indicado para o tratamento da esquizofrenia e para a prevenção da recorrência dos sintomas
da esquizofrenia.
Invega Sustenna® é indicado para o tratamento do transtorno esquizoafetivo em monoterapia e como um
adjuvante aos estabilizadores de humor ou antidepressivos.
2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
O palmitato de paliperidona é hidrolizado à paliperidona. A paliperidona é um antagonista dopaminérgico D2
de ação central com atividade antagonista 5-HT2A serotoninérgica predominante. A paliperidona também é ativa
como antagonista nos receptores alfa-1 e alfa-2-adrenérgicos e nos receptores histaminérgicos H1. A
paliperidona não apresenta afinidade pelos receptores colinérgicos muscarínicos ou beta-1 e beta-
2-adrenérgicos. A atividade farmacológica dos enantiômeros (+) e (-) da paliperidona é quali e
quantitativamente semelhante.
O mecanismo de ação da paliperidona, como ocorre com outros medicamentos eficazes contra a esquizofrenia
e transtorno esquizoafetivo, é desconhecido. Entretanto, foi proposto que a atividade terapêutica do
medicamento em esquizofrenia e transtorno esquizoafetivo é mediada por uma combinação de antagonismo de
receptor dopaminérgico do tipo 2 (D2) e serotoninérgico do tipo 2 (5HT2A). O antagonismo em receptores
diferentes do D2 e do 5HT2A pode explicar parte dos outros efeitos da paliperidona.
Espera-se que a ação terapêutica do medicamento se inicie entre 8 e 22 dias após a injeção.
3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Invega Sustenna® é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida à paliperidona ou a
qualquer dos componentes da formulação. Como a paliperidona é um metabólito ativo da risperidona, Invega
Sustenna® é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida à risperidona.
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Síndrome Neuroléptica Maligna
A ocorrência da Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM), caracterizada por hipertermia, rigidez muscular,
instabilidade autonômica, alteração da consciência e níveis elevados de creatinofosfoquinase sérica, foi relatada
com medicamentos antipsicóticos, incluindo a paliperidona. Outros sinais clínicos podem incluir mioglobinúria
(rabdomiólise) e insuficiência renal aguda. Se um paciente desenvolve sinais ou sintomas indicativos de SNM,
todos os medicamentos antipsicóticos, inclusive o Invega Sustenna®, devem ser descontinuados.
Discinesia tardia/ Sintomas extrapiramidais
Os medicamentos com propriedades antagonistas do receptor dopaminérgico são associados à indução de
discinesia tardia caracterizada por movimentos involuntários rítmicos, predominantemente da língua e/ou da
face. Se aparecerem sinais e sintomas de discinesia tardia, a descontinuação de todos os medicamentos
antipsicóticos, inclusive do Invega Sustenna®, deve ser considerada.
Sintomas extrapiramidais e psicoestimulantes
É necessário ter precaução com pacientes que recebam simultaneamente psicoestimulantes (por exemplo,
metilfenidato) e paliperidona, uma vez que podem surgir sintomas extrapiramidais quando se ajusta um ou
ambos os medicamentos. A retirada gradual de um ou ambos os tratamentos deve ser considerada.
Intervalo QT
Como ocorre com outros antipsicóticos, deve-se ter cautela ao prescrever Invega Sustenna® a pacientes com
história de arritmias cardíacas, pacientes com síndrome de QT longo congênita e com o uso concomitante de
medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QT.
Este medicamento pode aumentar o risco de alteração grave nos batimentos cardíacos, que pode ser
potencialmente fatal (morte súbita).
Não tome este medicamento se você tiver uma alteração no coração chamada síndrome congênita de
prolongamento do intervalo QT (ou síndrome do QT longo), ou se você já teve algum episódio de ritmo
cardíaco anormal, porque pode ser perigoso e provocar alterações do ritmo do coração, inclusive com
risco de morte.
Avise seu médico se você tiver bradicardia (diminuição da frequência cardíaca), insuficiência cardíaca
ou outras doenças do coração, ou se você souber que tem baixo nível de potássio ou de magnésio no
sangue. Avise seu médico se você estiver utilizando outros medicamentos, especialmente medicamentos
que causam prolongamento do intervalo QT (alteração do ritmo do coração no eletrocardiograma),
medicamentos para arritmia (para corrigir o ritmo do coração) ou medicamentos diuréticos (remédios
para eliminar água do corpo).
Reações de hipersensibilidade
Embora a tolerabilidade da paliperidona oral ou da risperidona deva ser estabelecida antes do início do
tratamento com Invega Sustenna®, foram relatados casos muito raros de reações anafiláticas durante a
experiência pós-comercialização em pacientes que anteriormente toleraram risperidona oral ou paliperidona
oral.
Se ocorrerem reações de hipersensibilidade, descontinue o uso de Invega Sustenna®. Inicie medidas gerais de
suporte, conforme clinicamente apropriado e monitore o paciente até que os sinais e sintomas desapareçam.
Hiperglicemia e diabetes mellitus
Hiperglicemia, diabetes mellitus e exacerbação da diabetes pré-existente foram relatadas durante o tratamento
com Invega Sustenna®. A avaliação da relação entre o uso de antipsicóticos atípicos e anormalidades da glicose
é complicada considerando-se a possibilidade de um histórico de risco aumentado de diabetes mellitus em
pacientes com esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo e a crescente incidência de diabetes mellitus na
população geral. Considerando os fatores de confusão, não se entende completamente a relação entre o uso de
antipsicóticos atípicos e eventos adversos relacionados à hiperglicemia. Qualquer paciente tratado com
antipsicóticos atípicos, incluindo Invega Sustenna®, deve ser monitorado para os sintomas de hiperglicemia e
diabetes mellitus.
Ganho de peso
Foi observado ganho de peso com o uso de antipsicóticos atípicos. Recomenda-se monitoramento clínico do
peso.
Hipotensão ortostática
A paliperidona pode induzir à hipotensão ortostática em alguns pacientes com base na sua atividade alfabloqueadora.
Invega Sustenna® deve ser usado com cautela em pacientes com doença cardiovascular conhecida
(por exemplo, insuficiência cardíaca, infarto ou isquemia do miocárdio, anormalidades de condução), doença
vascular cerebral ou condições que predispõem o paciente à hipotensão (por exemplo, desidratação,
hipovolemia e tratamento com medicamentos anti-hipertensivos).
O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a
quedas ou acidentes.
Convulsões
Como ocorre com outros medicamentos antipsicóticos, Invega Sustenna® deve ser usado com cautela em
pacientes com história de convulsões ou outras condições que potencialmente reduzem o limiar de convulsão.
Pacientes idosos com demência
Invega Sustenna® não foi estudado em pacientes idosos com demência.
Mortalidade geral
Em uma metanálise de 17 estudos clínicos controlados, os pacientes idosos com demência tratados com outros
antipsicóticos atípicos, incluindo a risperidona, o aripiprazol, a olanzapina e a quetiapina, apresentaram
aumento do risco de mortalidade em comparação aos que receberam o placebo. Entre os tratados com a
risperidona, a mortalidade foi de 4% em comparação a 3,1% com o placebo.
Eventos adversos vasculares cerebrais
Em estudos controlados por placebo em pacientes idosos com demência tratados com alguns medicamentos
antipsicóticos atípicos, incluindo a risperidona, o aripiprazol e a olanzapina, houve maior incidência de eventos
adversos vasculares cerebrais (acidentes vasculares cerebrais e ataques isquêmicos transitórios), inclusive com
fatalidades, em comparação ao placebo.
Leucopenia, neutropenia e agranulocitose
Eventos de leucopenia, neutropenia e agranulocitose foram relatados com agentes antipsicóticos, incluindo
Invega Sustenna®. Agranulocitose foi relatada muito raramente (< 1/10.000 pacientes) durante a vigilância
pós-comercialização.
Pacientes com histórico de baixa contagem de células brancas do sangue (CBS) clinicamente significativa ou
leucopenia/neutropenia induzida por medicamento devem ser monitorados durante os primeiros meses de
tratamento e deve-se considerar a descontinuação de Invega Sustenna® ao primeiro sinal de queda clinicamente
significativa nas CBS na ausência de outros fatores causadores.
Pacientes com neutropenia clinicamente significativa devem ser cuidadosamente monitorados para febre ou
outros sintomas ou sinais de infecção e tratados imediatamente se tais sintomas ou sinais ocorrerem. Pacientes
com neutropenia grave (contagem absoluta de neutrófilos < 1 X 109/L) devem descontinuar Invega Sustenna®
e ter suas contagens de células brancas (CBS) acompanhadas até sua recuperação.
Tromboembolismo venoso
Casos de tromboembolismo venoso (TEV) foram relatados com medicamentos antipsicóticos. Já que pacientes
tratados com antipsicóticos frequentemente apresentam fatores de risco adquiridos para TEV, todos os possíveis
fatores de risco para TEV devem ser identificados antes e durante o tratamento com Invega Sustenna® e
medidas preventivas devem ser tomadas.
Doença de Parkinson e Demência com Corpos de Lewy
Os médicos devem pesar os riscos em relação aos benefícios ao prescrever medicamentos antipsicóticos,
incluindo Invega Sustenna®, a pacientes com Doença de Parkinson ou Demência com Corpos de Lewy (DCL),
uma vez que ambos os grupos podem correr maior risco de Síndrome Neuroléptica Maligna e por terem maior
sensibilidade a antipsicóticos. A manifestação dessa sensibilidade aumentada pode incluir confusão,
embotamento, instabilidade postural com quedas frequentes, além de sintomas extrapiramidais.
Priapismo
Foi relatado que medicamentos com efeitos bloqueadores alfa-adrenérgicos induzem o priapismo (ereção
prolongada e dolorosa). Foi relatado priapismo com a paliperidona oral durante a vigilância póscomercialização.
Regulação da temperatura corpórea
O comprometimento da capacidade do corpo de reduzir a temperatura corpórea central foi atribuído a agentes
antipsicóticos. Recomenda-se cuidado adequado ao prescrever Invega Sustenna® a pacientes que apresentarem
condições que podem contribuir para a elevação da temperatura corpórea central, por exemplo, realização de
exercícios extenuantes, exposição a calor intenso, uso de medicamento concomitante com atividade
anticolinérgica ou estar sujeito à desidratação.
Efeito antiemético
Foi observado efeito antiemético nos estudos pré-clínicos com a paliperidona. Esse efeito, se ocorrer em
humanos, pode mascarar os sinais e sintomas da superdosagem com certos medicamentos ou de condições como
obstrução intestinal, síndrome de Reye e tumor cerebral.
Administração
Deve-se ter cuidado para evitar a injeção inadvertida de Invega Sustenna® em um vaso sanguíneo.
Síndrome da Íris Flácida Intraoperatória
Durante uma cirurgia nos olhos por turvação do cristalino (catarata), a pupila (círculo preto no meio do olho)
pode não aumentar de tamanho conforme necessário. Além disso, durante a cirurgia, a íris (parte colorida do
olho) pode se tornar flácida, provocando danos nos olhos. Informe seu médico que você está fazendo o uso
deste medicamento, caso esteja planejando uma cirurgia nos olhos.
Pacientes com comprometimento renal
Para pacientes com comprometimento renal leve, recomenda-se que a iniciação de Invega Sustenna® seja com
a dose de 100 mg no dia 1 do tratamento e 75 mg uma semana depois, ambas administradas no músculo deltoide.
Depois, serão administradas injeções mensais de 50 mg no músculo deltoide ou no músculo glúteo, ajustado
dentro do intervalo de 25 a 100 mg com base na tolerabilidade e/ou eficácia do paciente.
Não se recomenda o uso de Invega Sustenna® em pacientes com comprometimento renal moderado ou grave.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas
Invega Sustenna® pode interferir com as atividades que requerem estado de alerta mental e pode ter efeitos
visuais. Portanto, os pacientes devem ser aconselhados a não dirigir nem operar máquinas até a sua sensibilidade
individual ser conhecida.
Você não deve dirigir veículos ou operar máquinas até a sua sensibilidade individual ser conhecida, pois
sua habilidade e capacidade de reação podem estar prejudicadas.
Gravidez e Amamentação
Gravidez
A segurança do palmitato de paliperidona injetado por via intramuscular ou da paliperidona por via oral para
uso durante a gravidez humana ainda não foi estabelecida. Um estudo de coorte observacional retrospectivo
baseado em um banco de dados de sinistros nos Estados Unidos comparou o risco de malformações congênitas
de nascidos vivos entre mulheres com e sem uso de antipsicóticos durante o primeiro trimestre da gravidez. A
paliperidona, metabólito ativo da risperidona, não foi especificamente avaliada neste estudo. O risco de
malformações congênitas com risperidona, após ajuste para as variáveis de confusão disponíveis no banco de
dados, foi elevado em comparação a nenhuma exposição antipsicótica (risco relativo = 1,26, IC 95%: 1,02-
1,56). Nenhum mecanismo biológico foi identificado para explicar esses achados e efeitos teratogênicos não
foram observados nos estudos pré-clínicos. Com base nos achados deste estudo observacional único, não foi
estabelecida uma relação causal entre a exposição in útero à risperidona e malformações congênitas. Os animais
de laboratório tratados com dose elevada da paliperidona oral demonstraram discreto aumento dos óbitos fetais.
Os parâmetros da gravidez não foram afetados em ratos que receberam injeção por via intramuscular de
palmitato de paliperidona. As doses elevadas foram tóxicas às mães. Os filhotes não foram afetados nas
exposições orais 20 a 22 vezes a exposição humana máxima ou nas exposições intramusculares 6 vezes a
exposição humana máxima.
Recém-nascidos expostos a medicamentos antipsicóticos (incluindo paliperidona) durante o terceiro trimestre
de gravidez correm o risco de apresentar sintomas extrapiramidais e/ou de retirada, que podem variar em
gravidade após o parto. Estes sintomas em recém-nascidos podem incluir agitação, hipertonia, hipotonia,
tremor, sonolência, dificuldade respiratória ou transtornos alimentares.
Invega Sustenna® só deve ser usado durante a gravidez se os benefícios superarem os riscos. O efeito de Invega
Sustenna® sobre o trabalho de parto e o parto em humanos é desconhecido.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgiãodentista.
Amamentação
Em estudos em animais com a paliperidona e em estudos em humanos com a risperidona, a paliperidona foi
excretada no leite.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano: O uso deste medicamento no período da
lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Portanto, as mulheres que estão recebendo Invega Sustenna® não devem amamentar bebês.
Interações Medicamentosas
Deve-se ter cautela ao prescrever Invega Sustenna® com medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo
QT.
Como o palmitato de paliperidona é hidrolizado à paliperidona, os resultados dos estudos com a paliperidona
oral devem ser levados em consideração ao avaliar o potencial de interação medicamentosa.
Potencial de Invega Sustenna® afetar outros medicamentos
Devido aos efeitos primários da paliperidona sobre o SNC, Invega Sustenna® deve ser usado com cautela em
combinação a outros medicamentos de ação central e ao álcool. A paliperidona pode antagonizar o efeito da
levodopa e de outros agonistas dopaminérgicos.
Devido ao seu potencial de indução da hipotensão ortostática, pode ser observado efeito aditivo ao administrar
Invega Sustenna® com outros agentes terapêuticos que apresentam esse potencial.
Potencial para outros medicamentos afetarem Invega Sustenna®
A administração concomitante da paliperidona oral de liberação prolongada uma vez por dia com
carbamazepina 200 mg duas vezes por dia provocou a redução de aproximadamente 37% da Cmáx e da ASC
médias no estado de equilíbrio da paliperidona.
Com a iniciação da carbamazepina, a dose de Invega Sustenna® deve ser reavaliada e aumentada, se necessário.
Por outro lado, com a descontinuação da carbamazepina, a dose de Invega Sustenna® deve ser reavaliada e
diminuída, se necessário.
A administração concomitante de 12 mg de paliperidona comprimido de liberação prolongada uma vez por dia
e comprimidos de liberação prolongada de divalproato de sódio (dois comprimidos de 500 mg uma vez ao dia)
provocou um aumento de aproximadamente 50% no Cmáx e ASC de paliperidona, provavelmente como
resultado de uma absorção oral aumentada. Como não foi observado nenhum efeito significativo na eliminação,
não é esperada uma interação clinicamente significativa entre comprimidos de liberação prolongada de
divalproato de sódio e injeção intramuscular de Invega Sustenna®. Esta interação não foi estudada com Invega
Sustenna®.
Uso concomitante de Invega Sustenna® com a risperidona ou com paliperidona oral
Como a paliperidona é o principal metabólito ativo da risperidona, deve-se ter cautela quando Invega
Sustenna® for coadministrado com risperidona ou paliperidona oral, por um longo período de tempo. Os dados
de segurança envolvendo o uso concomitante de Invega Sustenna® com outros antipsicóticos são limitados.
Uso concomitante de Invega Sustenna® com psicoestimulantes
O uso combinado de psicoestimulantes (por exemplo, metilfenidato) com paliperidona pode levar ao surgimento
de sintomas extrapiramidais após a mudança de um ou ambos os tratamentos.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Você deve armazenar a embalagem de Invega Sustenna® em temperatura ambiente (de 15ºC a 30ºC).
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Aspecto físico
Suspensão de liberação prolongada em seringas preenchidas. A suspensão é branca a quase branca.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico
para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
SERINGA COM NOVA EMPUNHADURA. PRODUTO INALTERADO.
O Invega Sustenna® não deve ser misturado a nenhum outro produto ou diluente e destina-se à administração
intramuscular diretamente da seringa em que está embalado.
Instruções de uso, manuseio e descarte
O kit contém uma seringa preenchida e 2 agulhas de segurança (uma agulha 22G de 1½ polegada e uma agulha
23G de 1 polegada) para administração intramuscular.
Invega Sustenna® destina-se exclusivamente para uso único.
1. Agitar a seringa vigorosamente por, no mínimo, 10 segundos para assegurar uma suspensão
homogênea.
2. Escolher a agulha adequada.
Para injeção no DELTOIDE, se o paciente pesa < 90 kg (< 200 lb), usar a agulha 23G de 1 polegada
(agulha com canhão azul); se o paciente pesa = 90 kg (= 200 lb), usar a agulha 22G de 1½ polegada
(agulha com canhão cinza).
Para injeção no GLÚTEO, usar a agulha 22G de 1½ polegada (agulha com canhão cinza).
3. Segurar a seringa com a tampa voltada para cima, remover a tampa de borracha fazendo um movimento
de torção suave.
4. Abrir a embalagem da agulha de segurança até a metade. Segurar a tampa da agulha com a embalagem
plástica. Segurar a seringa apontando para cima. Acoplar a agulha de segurança à seringa com um
movimento de torção suave para evitar rachaduras ou danos ao cubo da agulha. Sempre verifique se
há sinais de dano ou vazamento antes da administração.
5. Retirar a tampa da agulha puxando-a no sentido vertical. Não girar a tampa, pois a agulha pode se
soltar da seringa.
6. Colocar a seringa com a agulha acoplada na posição vertical para cima para retirar o ar. Retirar o ar da
seringa empurrando cuidadosamente o êmbolo para cima.
7. Injetar lenta e profundamente todo o conteúdo por via intramuscular no músculo deltoide ou no
músculo glúteo escolhido do paciente. Não administrar por via intravascular ou subcutânea.
8. Após o término da injeção, usar o polegar ou o dedo de uma das mãos (8a, 8b) ou uma superfície plana
(8c) para ativar o sistema de proteção da agulha. O sistema de proteção da agulha é ativado por
completo quando se ouve um ‘clique’. Descartar a seringa com a agulha adequadamente.
8a
Dosagem e Como usar
Para os pacientes que nunca tomaram a paliperidona oral ou a risperidona oral ou injetável, recomenda-se
estabelecer a tolerabilidade com a paliperidona oral ou a risperidona oral antes de iniciar o tratamento com
Invega Sustenna®.
- Esquizofrenia:
A dose inicial recomendada de Invega Sustenna® é de 150 mg no dia 1 de tratamento e 100 mg uma semana
depois, ambos administrados no músculo deltoide. A dose de manutenção mensal recomendada é de 75 mg;
alguns pacientes podem se beneficiar de doses mais baixas ou mais altas no intervalo de 50 a 150 mg com base
na tolerabilidade e/ou na eficácia do paciente em particular. Após a segunda dose de iniciação, as doses mensais
podem ser administradas no músculo deltoide ou no músculo glúteo.
- Transtorno Esquizoafetivo:
Recomenda-se iniciar Invega Sustenna® com uma dose de tratamento de 150 mg no dia 1 e de 100 mg 1 semana
após, ambas administradas no músculo deltoide. A dose de manutenção mensal recomendada varia de 50 a 150
mg com base na tolerabilidade e/ou eficácia, usando as concentrações disponíveis. A concentração de 25 mg
não foi estudada para transtorno esquizoafetivo. Seguindo a segunda dose de iniciação, doses de manutenção
mensais podem ser administradas tanto no músculo deltoide como no músculo glúteo.
O ajuste da dose de manutenção pode ser feito mensalmente. Ao se fazer o ajuste da dose, as características de
liberação prolongada do Invega Sustenna® devem ser consideradas, uma vez que o efeito completo do ajuste
da dose pode não ser evidente por vários meses.
Troca de outros agentes antipsicóticos
Não existem dados sistematicamente coletados que discutam especificamente a troca de outros antipsicóticos
em pacientes com esquizofrenia ou com transtorno esquizoafetivo para Invega Sustenna® ou sobre a
administração concomitante com outros antipsicóticos. Para pacientes que nunca tomaram paliperidona oral ou
risperidona oral ou injetável, a tolerabilidade deve ser estabelecida com paliperidona oral ou risperidona oral
antes de iniciar o tratamento com Invega Sustenna® (vide “Como devo usar este medicamento”).
Os antipsicóticos orais prévios podem ser descontinuados imediatamente ou gradualmente na ocasião da
iniciação do tratamento com Invega Sustenna®. Invega Sustenna® deve ser iniciado como descrito
anteriormente no início no início da seção “Como devo usar este medicamento?”.
Quando trocar antipsicótico injetável de ação prolongada em pacientes que estejam atualmente no estado de
equilíbrio, iniciar a terapia com Invega Sustenna® em vez da próxima injeção programada. Invega Sustenna®
deve então ser administrado em intervalos mensais. Não é necessário o regime de dosagem de iniciação de uma
semana como descrito anteriormente no início da seção “Como devo usar este medicamento?”.
Os pacientes previamente estabilizados com diferentes doses de comprimidos de liberação prolongada de
paliperidona podem atingir uma exposição semelhante ao estado de equilíbrio de paliperidona durante o
tratamento de manutenção com as doses mensais de Invega Sustenna®, conforme descrito na Tabela 1.
Tabela 1: Doses de comprimidos de liberação prolongada de paliperidona e Invega Sustenna® necessárias
para atingir a exposição similar de paliperidona no estado de equilíbrio durante o tratamento de
manutenção
Os pacientes previamente estabilizados com diferentes doses de injeção de risperidona podem atingir uma
fração ativa semelhante de exposição no estado de equilíbrio durante o tratamento de manutenção com as doses
mensais de Invega Sustenna®, conforme descrito na Tabela 2.
Tabela 2: Doses de injeção de risperidona e Invega Sustenna® necessárias para atingir uma fração ativa
semelhante de exposição no estado de equilíbrio
A descontinuação do antipsicótico anterior deve ser feita de acordo com as informações apropriadas de
prescrição. Se o Invega Sustenna® for descontinuado, as suas características de liberação prolongada devem
ser consideradas. Conforme recomendado com outros antipsicóticos, a necessidade de continuar do uso de
medicação para sintomas extrapiramidais existentes (SEP) deve ser periodicamente reavaliada.
Informações de administração
Invega Sustenna® destina-se exclusivamente ao uso intramuscular. Deve ser injetado lenta e profundamente
no músculo. Deve-se ter cuidado para evitar a administração inadvertida em um vaso sanguíneo. As injeções
devem ser administradas por um profissional de saúde. A administração deve ser feita em injeção única. Não
administrar a dose em injeções divididas. Não administrar por via intravascular ou subcutânea.
O tamanho de agulha recomendado para a administração do Invega Sustenna® no músculo deltoide é
determinado pelo peso do paciente. Para pacientes = 90 kg (= 200 lb), recomenda-se a agulha 22G de 1½
polegada. Para pacientes < 90 kg (< 200 lb), recomenda-se a agulha 23G de 1 polegada. As administrações no
músculo deltoide devem ser alternadas entre os dois músculos deltoides.
O tamanho de agulha recomendado para a administração do Invega Sustenna® no músculo glúteo é a agulha
de 22G de 1½ polegada. A administração deve ser feita no quadrante externo superior da região glútea. As
injeções no músculo glúteo devem ser alternadas entre os dois músculos glúteos.
Como a paliperidona é o principal metabólito ativo da risperidona, deve-se ter cautela quando Invega
Sustenna® for coadministrado com risperidona ou paliperidona oral, por um longo período de tempo. Os dados
de segurança envolvendo o uso concomitante de Invega Sustenna® com outros antipsicóticos são limitados.
Populações especiais
Comprometimento hepático
Invega Sustenna® ainda não foi estudado em pacientes com comprometimento hepático. Com base em um
estudo com a paliperidona oral, nenhum ajuste de dose é necessário em pacientes com comprometimento
hepático leve ou moderado. A paliperidona ainda não foi estudada em pacientes com comprometimento
hepático grave.
Comprometimento renal
Invega Sustenna® ainda não foi sistematicamente estudado em pacientes com comprometimento renal. Para
pacientes com comprometimento renal leve (depuração de creatinina = 50 a < 80 mL/min), recomenda-se que
a iniciação de Invega Sustenna® seja com a dose de 100 mg no dia 1 do tratamento e 75 mg uma semana depois,
ambas administradas no músculo deltoide. Depois, com injeções mensais de 50 mg no músculo deltoide ou no
músculo glúteo, ajustado dentro do intervalo de 50 a 100 mg com base na tolerabilidade e/ou eficácia do
paciente.
Não se recomenda o uso de Invega Sustenna® em pacientes com comprometimento renal moderado ou grave
(depuração de creatinina < 50 mL/min).
Idosos
Em geral, a posologia recomendada do Invega Sustenna® para pacientes idosos com função renal normal é a
mesma utilizada para pacientes adultos mais jovens com função renal normal. Como os pacientes idosos podem
apresentar função renal reduzida, veja “Pacientes com comprometimento renal” para recomendações
posológicas em pacientes com comprometimento renal.
Pediátrica (menos de 18 anos de idade)
A segurança e a eficácia de Invega Sustenna® em pacientes < 18 anos ainda não foram estudadas.
Outras populações especiais
Não se recomenda o ajuste da dose de Invega Sustenna® com base em sexo, raça ou status de fumante (para
mulheres grávidas e lactantes, vide “Gravidez (Categoria C e Amamentação”).
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Doses não administradas. Evitar doses não administradas. Recomenda-se que a segunda dose de iniciação do
tratamento com Invega Sustenna® seja administrada uma semana após a primeira aplicação. Para evitar uma
dose não administrada, os pacientes podem receber a segunda dose 2 dias antes ou após o período de uma
semana.. Da mesma forma, recomenda-se que a terceira e subsequentes injeção após o regime de início sejam
administradas mensalmente. Para evitar uma dose mensal não administrada, os pacientes podem receber a
injeção até 7 dias antes ou depois o período mensal.
Se a data alvo para a segunda injeção de Invega Sustenna® (uma semana ± 2 dias) for perdida, a reinicialização
recomendada depende do tempo transcorrido desde a primeira injeção do paciente.
- Segunda dose de iniciação perdida (<4 semanas a partir da primeira injeção)
Se tiver decorrido menos de 4 semanas desde a primeira injeção, o paciente deve receber a segunda injeção de
100 mg no músculo deltoide o mais rápido possível. Uma terceira injeção de 75 mg de Invega Sustenna® nos
músculos deltoide ou glúteo deve ser administrada 5 semanas após a primeira injeção (independente do
momento da segunda injeção). O ciclo mensal normal de injeções no músculo deltoide ou glúteo de 50 mg a
150 mg com base na tolerabilidade e/ou eficácia individual do paciente deve ser seguido a partir de então.
- Segunda dose de iniciação perdida (4-7 semanas a partir da primeira injeção)
Se tiverem decorrido 4 a 7 semanas desde a primeira injeção da Invega Sustenna®, reinicie a administração
com duas injeções de 100 mg da seguinte forma: uma injeção de deltoide logo que possível seguida de outra
injeção de deltoide uma semana depois e depois a retomada da injeção norma, ciclo mensal de injeções no
músculo deltoide ou glúteo de 50 mg a 150 mg com base na tolerabilidade e/ou eficácia individual do paciente.
- Segunda dose de iniciação perdida (> 7 semanas a partir da primeira injeção)
Se tiverem decorrido mais de 7 semanas desde a primeira injeção de Invega Sustenna®, inicie a dosagem como
descrito para o início recomendado de Invega Sustenna® acima.
- Dose de manutenção não administrada (1 mês a 6 semanas). Após a iniciação, o ciclo de injeção
recomendado para Invega Sustenna® é mensal. Se menos de 6 semanas tiverem passado desde a última injeção,
a dose previamente estabilizada deve ser administrada assim que possível, seguida de injeção em intervalos
mensais.
- Dose de manutenção não administrada (> 6 semanas a 6 meses). Se mais de 6 semanas tiverem passado
desde a última injeção do Invega Sustenna®, a recomendação é a seguinte:
Para pacientes estabilizados com doses de 50 a 100 mg:
1. Uma injeção de deltoide o mais cedo possível na mesma dose em que o paciente estava previamente
estabilizado.
2. Outra injeção deltoide (mesma dose) uma semana depois (dia 8).
3. Retomada do ciclo mensal normal de injeções no músculo deltoide ou glúteo de 25 mg a 150 mg com base
na tolerabilidade e / ou eficácia individual do paciente.
Para pacientes estabilizados com 150 mg:
1. Uma injeção deltoide logo que possível na dose de 100 mg.
- Dose de manutenção não administrada (> 6 meses). Se mais de 6 meses tiverem passado desde a última
injeção do Invega Sustenna®, iniciar a administração conforme descrito no item “COMO DEVO USAR ESTE
MEDICAMENTO?”.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
As reações adversas relatadas por = 2% dos pacientes com esquizofrenia tratados com Invega Sustenna® em
estudos clínicos são: infecção do trato respiratório superior, agitação, insônia, ansiedade, parkinsonismo,
pesadelo, inquietação, tontura, sintomas extrapiramidais, dor de cabeça, sonolência/sedação, aumento da
pressão sanguínea, desconforto abdominal, dor abdominal superior, prisão de ventre, diarreia, boca seca,
náusea, dor de dente, vômitos, dor em extremidade, dor musculoesquelética, fraqueza muscular, fadiga, dor no
local da administração (prurido, nódulo e endurecimento) e aumento do peso.
As reações adversas relatadas por < 2% dos pacientes com esquizofrenia tratados com Invega Sustenna® em
estudos clínicos são: acarodermatite (erupção cutânea causada por ácaros), bronquite, celulite (erupção
bacteriana no tecido subcutâneo), infecção de ouvido, infecção no olho, gripe, onicomicose (infecção nas unhas
causada por fungos), pneumonia, infecção no trato respiratório, sinusite, abscesso cutâneo, tonsilite, infecção
no trato urinário, neutropenia (redução do número de neutrófilos circulantes), contagem reduzida de células
brancas do sangue, reação alérgica, anorexia, aumento do colesterol e triglicérides do sangue, diminuição e
aumento de apetite, hiperglicemia, polidipsia (sede em demasia), diminuição do peso, depressão, transtorno do
sono, transtorno do equilíbrio, acidente vascular cerebral (AVC), convulsão, distúrbios de atenção, tontura
postural, disartria (incapacidade de articular as palavras), discinesia (movimentos involuntários anormais),
distonia (espasmos musculares involuntários), hipoestesia, (diminuição da sensibilidade), parestesia (sensações
cutâneas subjetivas), hiperatividade psicomotora, síncope, discinesia tardia, tremor, olhos secos, crise oculógira,
aumento do lacrimejamento, hiperemia ocular (aumento do sangue circulante nos olhos), visão turva, dor de
ouvido, vertigem, bloqueio atrioventricular, bradicardia, transtorno de condução, eletrocardiograma anormal,
eletrocardiograma com QT prolongado, palpitações, síndrome de taquicardia postural ortostática, arritmia
sinusal, taquicardia, hipotensão ortostática, tosse, dispneia (falta de ar), epistaxe (hemorragia nasal), congestão
nasal, dor na faringe/laringe, congestão pulmonar, congestão do trato respiratório, chiado, dispepsia
(indigestão), disfagia (dificuldade de deglutição), incontinência fecal, flatulência, gastroenterite, inchaço na
língua, aumento da gama-glutamiltransferase (enzima encontrada nas células do fígado), aumento das enzimas
do fígado, aumento das transaminases, acne, pele seca, eczema (infecção da pele), eritema (vermelhidão),
hiperqueratose (endurecimento da pele devido ao excesso de queratina), coceira, erupção cutânea, urticária, dor
nas articulações, dor nas costas e no pescoço, rigidez ou inchaço das articulações, espasmos musculares, dor no
pescoço, dificuldade para urinar, aumento da frequência urinária, incontinência urinária, ausência de
2. Outra injeção deltoide uma semana depois (dia 8) na dose de 100 mg.
3. Retomada do ciclo mensal normal de injeções no músculo deltoide ou glúteo de 50 mg a 150 mg com base
na tolerabilidade e/ou eficácia individual do paciente.
menstruação, transtorno da ejaculação, disfunção erétil, galactorreia (produção de leite fora do período de
amamentação), ginecomastia (aumento das mamas nos homens), disfunção sexual, secreção vaginal,
desconforto no peito, calafrios, edema, edema de face, marcha anormal, endurecimento, mal-estar, pirexia
(elevação da temperatura do corpo), sede, queda.
As reações adversas relatadas com paliperidona e/ou risperidona em outros estudos clínicos, mas não relatadas
por pacientes tratados com Invega Sustenna® são: cistite, anemia, contagem aumentada de eosinófilos (células
de defesa do organismo), redução do hematócrito (porcentagem ocupada pelos glóbulos vermelhos no volume
total de sangue), reação anafilática, glicose presente na urina, hiperprolactinemia (excesso de produção de
prolactina), hiperinsulinemia, anorgasmia (dificuldade de atingir o orgasmo), embotamento afetivo, estado
confusional, redução da libido, transtorno vascular cerebral, coordenação anormal, nível reduzido de
consciência, coma diabético, instabilidade da cabeça, perda da consciência, síndrome neuroléptica maligna,
ausência de resposta a estímulos, conjuntivite, transtorno do movimento dos olhos, glaucoma, fotofobia,
zumbido, rubor, hipotensão, isquemia, dispneia (falta de ar), hiperventilação, pneumonia por aspiração,
estertores, queilite (inflamação nos lábios), fecaloma (endurecimento das fezes), obstrução intestinal, erupção
medicamentosa, dermatite seborreica, descoloração da pele, aumento da creatinafosfoquinase, fraqueza
muscular, postura anormal, rabdomiólise (destruição muscular), secreção das mamas, desconforto das mamas,
ingurgitamento das mamas, aumento das mamas, transtorno da menstruação, atraso da menstruação, diminuição
e aumento da temperatura corpórea, síndrome de retirada do medicamento.
Dados de pós-comercialização
Em adição às reações adversas relatadas durante estudos clínicos e listadas anteriormente, as seguintes reações
adversas foram relatadas durante a experiência pós-comercialização com paliperidona e/ou risperidona. As
reações adversas estão classificadas a seguir por categoria de frequência estimada a partir de taxas de relatos
espontâneos:
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): angioedema.
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento, incluindo
relatos isolados): agranulocitose (ausência ou redução de granulócitos), trombocitopenia (redução do número
de plaquetas), diabetes mellitus, cetoacidose diabética, hipoglicemia, catatonia, mania, sonambulismo,
disgeusia (alteração do paladar), fibrilação atrial, trombose venosa profunda, embolia pulmonar, síndrome da
apneia do sono, pancreatite, falta de movimentos da musculatura intestinal, ocasionando obstrução, alopécia
(redução ou perda de pelos e cabelos), retenção urinária, síndrome neonatal de retirada do medicamento,
priapismo (ereção peniana prolongada e persistente), hipotermia, abscesso, celulite e hematoma no local da
injeção.
Mesmo em pacientes com tolerância prévia à risperidona oral ou paliperidona oral, muito raramente ocorreram
reações alérgicas após administração de Invega Sustenna®. Procure orientações médicas imediatamente caso
apresente erupção cutânea, inchaço na garganta, coceira ou dificuldade em respirar, pois podem ser sintomas
de reações alérgicas graves.
Reação de frequência desconhecida (Não pode ser estimado a partir dos dados disponíveis): secreção
inapropriada do hormônio antidiurético, intoxicação por água, icterícia, cisto, necrose e úlcera no local de
injeção, Transtorno alimentar relacionado ao sono, Síndrome de Íris Flácida Intraoperatória (IFIS) (uma
condição que pode ocorrer durante a cirurgia de catarata em pacientes que utilizaram Invega Sustenna® nos
últimos três meses). Caso necessite passar por cirurgia de catarata, informe seu oftalmologista caso tenha
utilizado Invega Sustenna® nos últimos três meses. Síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica
tóxica (erupção cutânea grave ou que pode levar a risco de morte, com bolhas e descamação da pele, que pode
começar na região da boca, nariz, olhos e órgãos genitais e se espalhar para outras áreas do corpo).
Transtorno esquizoafetivo
O perfil de segurança de Invega Sustenna® em pacientes com transtorno esquizoafetivo é semelhante ao
observado em pacientes com esquizofrenia.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo
uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo
uso do medicamento. Informe também a empresa através do seu serviço de atendimento.
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE
MEDICAMENTO?
Como o Invega Sustenna® deve ser administrado por profissionais de saúde, o potencial para superdosagem
pelos pacientes é baixo.
Sinais e sintomas
Em geral, os sinais e sintomas previstos são os resultantes da exacerbação dos efeitos farmacológicos
conhecidos da paliperidona, ou seja, sonolência e sedação, taquicardia e hipotensão, prolongamento do QT e
sintomas extrapiramidais. Foram relatados Torsade de Pointes e fibrilação ventricular em casos de superdose
com paliperidona oral. No caso de superdosagem aguda, a possibilidade de envolvimento de múltiplos
medicamentos deve ser considerada.
Tratamento
Deve-se considerar a natureza de liberação prolongada do Invega Sustenna® e a meia-vida aparente longa da
paliperidona quando se avalia as necessidades de tratamento e a recuperação. Não há antídoto específico para
a paliperidona. Medidas de suporte geral devem ser utilizadas. Estabelecer e manter uma via aérea patente e
garantir oxigenação e ventilação adequadas. Monitoração cardiovascular deve ser iniciada imediatamente e
deve incluir a monitoração eletrocardiográfica contínua de possíveis arritmias. Hipotensão e colapso
circulatório devem ser tratados com condutas adequadas, como soluções intravenosas e/ou agentes
simpatomiméticos. No caso de sintomas extrapiramidais graves, agentes anticolinérgicos devem ser
administrados. Supervisão e monitoração rigorosa devem continuar até a recuperação do paciente.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a
embalagem ou bula do medicamento, se possível.
Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Venda sob prescrição.