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Tovar 3,5Mg 1 F/A Iv/Sc

Tovar 3,5Mg 1 F/A Iv/Sc

Fabricante
ACHE
Princípio Ativo
Bortezomibe

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Descrição Técnica

TOVAR

bortezomibe

MEDICAMENTO SIMILAR EQUIVALENTE AO MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA

APRESENTAÇÕES

Pó liofilizado para solução injetável 3,5 mg: embalagem com 1 frasco-ampola.

USO INTRAVENOSO OU SUBCUTÂNEO

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Cada frasco-ampola de Tovar contém 3,5 mg de bortezomibe.

Excipiente: manitol.

Para uso intravenoso: Após a reconstituição com 3,5 mL de solução salina (0,9%), cada mL contém 1 mg

de bortezomibe.

Para uso subcutâneo: Após a reconstituição com 1,4 mL de solução salina (0,9%), cada mL contém 2,5

mg de bortezomibe.

I- INFORMAÇÕES AO PACIENTE

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

Tovar é indicado para o tratamento de adultos com mieloma múltiplo, que é um tipo de câncer de medula

óssea, e:

- que não receberam tratamento prévio e impossibilitados de receberem tratamento com alta dose de

quimioterapia e transplante de medula óssea. Nesses pacientes, Tovar é utilizado em combinação com

melfalana e prednisona.

- que não receberam tratamento prévio e que são elegíveis a receberem tratamento de indução com alta

dose de quimioterapia com transplante de medula óssea. Nesses pacientes, Tovar é utilizado em

combinação com dexametasona, ou com dexametasona e talidomida.

- que já receberam pelo menos um tratamento anterior.

- o retratamento com Tovar pode ser considerado para pacientes com mieloma múltiplo que haviam

respondido previamente ao tratamento com Tovar. O período mínimo entre o tratamento anterior e o

início do retratamento é de 6 meses.

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Tovar pertence a um grupo de medicamentos denominados citotóxicos, que são usados para matar as

células cancerosas.

A eficácia do seu tratamento deve ser avaliada pelo seu médico através de exame clínico e laboratorial. A

maioria dos pacientes com mieloma múltiplo apresentam resposta em até 1,5 meses após o início de

tratamento com Tovar.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Tovar é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade (alergia) ao bortezomibe, boro ou manitol.

Este medicamento é contraindicado para a faixa etária pediátrica.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe

imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Tovar deve ser administrado sob a supervisão de médico com experiência no uso de tratamento

antineoplásico.

Ocorreram casos fatais de administração inadvertida de Tovar pela via intratecal. Tovar deve ser

administrado somente pela via intravenosa ou subcutânea. TOVAR NÃO DEVE SER

ADMINISTRADO PELA VIA INTRATECAL.

Em geral, o perfil de segurança de pacientes tratados com bortezomibe em monoterapia foi similar ao

observado em pacientes tratados com bortezomibe combinado com melfalano e prednisona.

Neuropatia periférica

O tratamento com bortezomibe causa neuropatia periférica (definida como qualquer forma de lesão,

inflamação ou degeneração dos nervos periféricos) que é mais comumente do tipo sensorial, ou seja, afeta

a percepção da dor, do tato ou das sensações de calor e frio. Os pacientes devem ser monitorados quanto

aos sintomas de neuropatia, como sensação de queimação, hiperestesia (excesso de sensibilidade),

hipoestesia (diminuição da sensibilidade), parestesia (sensações subjetivas, por exemplo, frio, calor,

formigamento, pressão, etc.), desconforto, dor ou fraqueza. Pacientes com sintomas pré-existentes

(dormência, dor ou sensação de queimação nos pés ou mãos) e/ou sinais de neuropatia periférica podem

apresentar piora da neuropatia periférica durante o tratamento com Tovar. Pacientes que apresentarem

piora ou aparecimento de neuropatia periférica podem exigir uma mudança de dose, esquema de

tratamento ou via de administração para subcutânea (SC).

Hipotensão arterial

Eventos de hipotensão (pressão arterial baixa) são observados ao longo do tratamento. Recomenda-se

cautela ao tratar pacientes com história de desmaio, pacientes recebendo medicamentos associados com

hipotensão e pacientes desidratados.

Alterações cardíacas

Desenvolvimento súbito ou piora de insuficiência cardíaca têm sido relatados. Pacientes com fatores de

risco ou com doença cardíaca pré-existente devem ser cuidadosamente monitorados.

Alterações da função do fígado (problemas hepáticos)

Têm sido relatados casos raros de falência aguda do fígado em pacientes recebendo medicações

concomitantes e com outros problemas sérios de saúde além do mieloma. Outros eventos adversos

relatados incluem aumento das enzimas do fígado, aumento de bilirrubina e hepatite. Estas alterações

podem ser reversíveis com a descontinuação de Tovar.

Problemas pulmonares

Foram relatados casos de doença pulmonar aguda de causa desconhecida em pacientes recebendo

bortezomibe. Alguns desses eventos foram fatais. Na ocorrência de um evento pulmonar ou na piora de

sintomas pulmonares já existentes, uma rápida avaliação diagnóstica deve ser realizada e os pacientes

tratados apropriadamente.

Exames laboratoriais

O resultado do hemograma completo deve ser frequentemente monitorado durante o tratamento com

Tovar.

Trombocitopenia/ Neutropenia

Bortezomibe está associado com trombocitopenia (redução do número de plaquetas no sangue) e

neutropenia (redução do número de neutrófilos, um tipo de célula, no sangue). A contagem de plaquetas

deve ser realizada antes de cada dose de Tovar. Existem relatos de sangramento gastrintestinal e

intracerebral associados com a trombocitopenia induzida por bortezomibe.

Eventos adversos gastrintestinais

O tratamento com Tovar pode causar náusea, diarreia, constipação e vômito que exigem, algumas vezes,

uso de medicamentos anti-heméticos e antidiarreicos. A reposição de líquidos e sais deve ser realizada

para evitar a desidratação. Uma vez que alguns pacientes em tratamento com Tovar podem apresentar

vômito e/ou diarreia, os pacientes devem ser orientados sobre como proceder para evitar a desidratação.

Os pacientes devem ser instruídos para procurar o médico se apresentarem sintomas de vertigem, tontura

ou desmaios.

Síndrome da lise tumoral

Uma vez que Tovar é um agente citotóxico e pode matar células malignas rapidamente, podem ocorrer

complicações da síndrome da lise tumoral (complicações metabólicas que podem ocorrer após o

tratamento de um câncer). Os pacientes sob risco de síndrome da lise tumoral são aqueles com carga

tumoral alta antes do tratamento. Estes pacientes devem ser acompanhados de perto e as precauções

apropriadas devem ser tomadas.

Pacientes com insuficiência hepática

O bortezomibe é metabolizado pelas enzimas do fígado e sua concentração é aumentada em pacientes

com insuficiência hepática moderada ou grave. Esses pacientes devem ser tratados com doses iniciais

reduzidas de Tovar e monitorados com relação à toxicidade.

Síndrome de encefalopatia posterior reversível (SEPR)

Foram relatados casos de síndrome de encefalopatia posterior reversível (SEPR) em pacientes recebendo

bortezomibe. SEPR é um distúrbio neurológico raro, reversível, que pode se apresentar com convulsões,

hipertensão, dor de cabeça, sonolência confusão mental, cegueira, entre outros distúrbios visuais e

neurológicos. Exames de imagem do cérebro são usados para confirmar o diagnóstico. Em pacientes com

SEPR em desenvolvimento, Tovar deve ser descontinuado.

Carcinogênese, mutagênese, comprometimento da fertilidade

O bortezomibe demonstrou atividade clastogênica (causadora de aberrações cromossômicas estruturais)

em teste in vitro de aberrações cromossômicas usando células de ovário de hamster Chinês.

Tovar pode ter um potencial efeito sobre a fertilidade masculina ou feminina.

Gravidez e Amamentação

Mulheres em idade fértil devem evitar a gravidez durante o tratamento com Tovar.

As pacientes devem ser orientadas sobre o uso de medidas contraceptivas eficazes e para evitar a

amamentação durante o tratamento com Tovar.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe

imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas

Uma vez que Tovar pode estar associado à fadiga, tontura, síncope (desmaio), hipotensão postural (queda

da pressão arterial ao mudar da posição sentada ou deitada para de pé), diplopia (visão dupla) ou visão

turva, você não deve dirigir veículos ou operar máquinas.

Interações medicamentosas

Pacientes devem ser monitorados quando ocorrer administração concomitante de Tovar com potentes

inibidores das enzimas do CYP3A4 (como por exemplo: cetoconazol e ritonavir). O uso concomitante de

Tovar com indutores potentes das enzimas do CYP3A4 como por exemplo rifampicina, carbamazepina,

fenitoína, fenobarbital e Erva-de-São-João) não é recomendado, já que a eficácia do Tovar pode ser

reduzida. Pacientes que estão recebendo esse tipo de tratamento com Tovar devem ser monitorados de

perto no que se refere a sinais de toxicidade ou eficácia reduzida.

Pacientes em tratamento com agentes antidiabéticos orais e que recebem Tovar podem necessitar de

monitoramento da glicemia e ajuste da dose da medicação antidiabética.

Informe seu médico se você estiver usando outros medicamentos como amiodarona, antivirais, isoniazida,

nitrofurantoína, estatinas ou medicamentos que possam diminuir a pressão arterial.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Tovar é um pó liofilizado, branco a quase branco.

Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da luz.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após reconstituição, a solução resultante deve ser clara, incolor e livre de partículas estranhas.

Após preparo, manter a solução por até 8 horas no frasco original ou na seringa a até 25°C.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você

observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Tovar pode ser administrado pelas vias intravenosa ou subcutânea.

Para as diferentes vias de administração, diferentes volumes de solução de cloreto de sódio 0,9% são

utilizados para reconstituir o medicamento. Após a reconstituição, a concentração de bortezomibe por

mililitro (mL) de solução para a administração subcutânea (2,5 mg/mL) é maior que a concentração para a

administração intravenosa (1,0 mg/mL).

Como cada via de administração tem diferentes concentrações da solução reconstituída, deve-se

ter cuidado ao calcular o volume a ser administrado.

A embalagem de Tovar 3,5 mg contém adesivos que sinalizam a via de administração a ser utilizada.

Estes adesivos devem ser colados diretamente no frasco-ampola e na seringa de Tovar durante sua

reconstituição com a finalidade de alertar o profissional de saúde quanto à correta via de administração.

O conteúdo de cada frasco-ampola de Tovar deve ser reconstituído apenas com solução salina normal

(0,9%), de acordo com as seguintes instruções baseadas na via de administração:

Tovar é administrado por injeção intravenosa (na veia) ou subcutânea, sob a supervisão de médico com

experiência no uso de medicamentos citotóxicos.

Quando administrado em injeção intravenosa, Tovar é injetado em bolus (3-5 segundos), através de

catéter intravenoso periférico ou central, seguido por lavagem com solução de cloreto de sódio 0,9%.

Para administração subcutânea, a solução reconstituída é injetada na coxa (direita ou esquerda) ou

abdome (esquerdo ou direito). Os locais de injeção devem ser alternados para injeções sucessivas.

Novas injeções devem ser administradas a, pelo menos, 2,5 cm do local anterior, e nunca em áreas em

que o local esteja sensível, ferido, vermelho ou rígido.

Se ocorrerem reações no local da injeção após a administração subcutânea de Tovar, uma solução menos

concentrada de Tovar (1 mg/mL ao invés de 2,5 mg/mL) pode ser administrada por via subcutânea, ou

alterada para injeção intravenosa.

Como cada via de administração apresenta diferente concentração da solução reconstituída, deve-se ter

cuidado no momento de calcular o volume a ser administrado.

Devem decorrer pelo menos 72 horas entre as administrações consecutivas de Tovar.

Ocorreram casos fatais de administração inadvertida de bortezomibe pela via intratecal. Tovar deve ser

administrado somente pela via intravenosa e subcutânea. TOVAR NÃO DEVE SER

ADMINISTRADO PELA VIA INTRATECAL.

O retratamento com Tovar pode ser considerado para pacientes com mieloma múltiplo que haviam

respondido previamente ao tratamento com Tovar.

O período mínimo entre o tratamento anterior e o início do retratamento é de 6 meses. Qualquer paciente

que responde ao primeiro tratamento com Tovar (resposta completa ou parcial) é elegível ao retratamento.

Pacientes refratários ao primeiro tratamento com Tovar não são elegíveis. A decisão de tratar é baseada

na presença de sintomas e não é baseada na progressão dos sinais.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do

tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Dosagem

  • Monoterapia

Mieloma Múltiplo recidivado

Dose Recomendada

A dose recomendada de Tovar é de 1,3 mg/m2/dose administrada 2 vezes por semana durante 2 semanas

(dias 1, 4, 8 e 11), seguido por um período de repouso de 10 dias (Dias 12 a 21).

Este período de 3 semanas é considerado como um ciclo de tratamento. Para extensão do tratamento

além de 8 ciclos, Tovar pode ser administrado no esquema padrão ou no esquema de manutenção de

uma vez por semana por 4 semanas (Dias 1, 8, 15 e 22), seguido por um período de repouso de 13 dias

(Dias 23 a 35).

Deve ser observado intervalo de pelo menos 72 horas entre as doses consecutivas de Tovar.

Em estudos clínicos, pacientes com resposta completa (CR) confirmada receberam 2 ciclos adicionais de

bortezomibe. Recomenda-se que pacientes que respondem ao bortezomibe recebam até 8 ciclos de

tratamento.

Modificação da dose e reinício do tratamento

O tratamento com Tovar deve ser interrompido ao início de qualquer evidência de toxicidade não

hematológica de Grau 3 ou hematológica de Grau 4, excluindo neuropatia. Após a remissão dos

Sintomas de toxicidade, o tratamento com Tovar pode ser reiniciado com dose 25% menor (1,3

mg/m2/dose reduzida para 1,0 mg/m2/dose; 1,0 mg/m2/dose reduzida para 0,7 mg/m2/dose). A Tabela 1 a

seguir contém a recomendação para modificação da dose em pacientes que apresentarem dor neuropática

e/ou neuropatia sensorial periférica relacionada ao Tovar. Neuropatia autonômica severa resultando na

interrupção ou descontinuação do tratamento foi reportada. Pacientes com neuropatia grave pré-existente

devem ser tratados com Tovar somente após avaliação cuidadosa do risco-benefício.

Tabela 1: Recomendação para modificação da dose de Tovar na presença de dor neuropática

e/ou neuropatia periférica sensorial ou motora relacionada ao tratamento.

Obs.: A redução da dose de Tovar, recomendada quando da ocorrência de dor neuropática e/ou neuropatia

sensorial periférica relacionada ao tratamento, pode levar à redução da eficácia do tratamento.

  • Terapia combinada

Mieloma múltiplo não tratado previamente - Pacientes não elegíveis a transplante de células-tronco

Dose recomendada em combinação com melfalana e prednisona

Tovar para injeção é administrado em combinação com melfalana e prednisona, por 9 ciclos de 6 semanas

de tratamento. Nos Ciclos 1 a 4, Tovar é administrado 2 (duas) vezes por semana (Dias 1, 4, 8, 11, 22, 25,

29 e 32). Nos Ciclos 5 a 9, Tovar é administrado uma vez por semana (Dias 1, 8, 22 e 29).

Tabela 2: Regime de dose recomendada para Tovar quando usado em combinação com

melfalana e prednisona para pacientes sem tratamento anterior para mieloma múltiplo e não

elegíveis a transplante de medula óssea.

Guia de manuseio de dose para terapia combinada com melfalana e prednisona.

Modificação de dose e reinicio quando Tovar é administrado em combinação com melfalana e

prednisona.

Antes de iniciar um novo ciclo de terapia:

  • Contagem de plaquetas deve ser = 70 x 109/L e a contagem absoluta de

neutrófilos deve ser = 1,0 x 109/L

  • Toxicidade não-hematológica deve ser resolvida até Grau 1 ou condição basal.

Tabela 3: Modificação de dose durante os ciclos subsequentes:

Para informação adicional relacionada a melfalana e prednisona, veja informações de bula do fabricante.

Para os ajustes da dose de Tovar, deverão ser seguidas as diretrizes de modificação da dose descritas em

relação à monoterapia.

Dose recomendada para pacientes que não receberam tratamento prévio e que são elegíveis a

transplante de medula óssea.

- Terapia combinada com dexametasona

Tovar é administrado por injeção intravenosa na dose recomendada de 1,3 mg/m2 com base na área de

superfície corporal duas vezes por semana durante duas semanas nos Dias 1, 4, 8, e 11, seguido por um

período de repouso de 10 dias nos Dias 12 a 21. Este período de 3 semanas é considerado um ciclo de

tratamento. São administrados quatro ciclos de tratamento com Tovar. Devem decorrer pelo menos 72

horas entre as doses consecutivas de Tovar.

A dexametasona é administrada por via oral na dose de 40 mg nos Dias 1, 2, 3, 4 e Dias 8, 9, 10, 11 do

ciclo de tratamento com Tovar.

- Terapia combinada com dexametasona e talidomida

Tovar é administrado através de injeção intravenosa na dose recomendada de 1,3 mg/m2 com base na

área de superfície corporal duas vezes por semana durante duas semanas nos Dias 1, 4, 8, e 11, seguido

por um período de repouso de 17 dias nos Dias 12 a 28. Este período de 4 semanas é considerado um

ciclo de tratamento. São administrados quatro ciclos de tratamento com Tovar. Recomenda-se que os

pacientes com pelo menos resposta parcial recebam 2 ciclos adicionais. Devem decorrer pelo menos 72

horas entre as doses consecutivas de Tovar.

A dexametasona é administrada por via oral na dose de 40 mg nos Dias 1, 2, 3, 4 e Dias 8, 9, 10, 11

dos ciclos de tratamento com Tovar.

A talidomida é administrada por via oral na dose de 50 mg por dia nos Dias 1 a 14 e, se tolerado, a

dose é aumentada para 100 mg nos dias 15 a 28, e posteriormente pode ser aumentada para 200 mg por

dia.

Tabela 4: Posologia para terapia combinada com Tovar para pacientes com mieloma múltiplo

sem tratamento prévio elegíveis a transplante de medula óssea.

A talidomida é uma substância ativa teratogênica humana conhecida, que causa malformações severas

de risco à vida. A talidomida é contraindicada durante a gestação e em mulheres férteis, exceto se todas

as condições do programa de prevenção de gestações da talidomida forem atendidas. Os pacientes que

recebem Tovar em combinação com talidomida deverão aderir ao programa de prevenção de gestações

da talidomida. Consulte a bula da talidomida para informações adicionais.

- Ajustes de dose para pacientes elegíveis a transplante

Para ajustes de dose de Tovar para neuropatia consulte a Tabela 1.

Adicionalmente, quando Tovar é administrado em combinação com outros medicamentos

quimioterápicos, devem ser consideradas reduções de dose apropriadas para estes medicamentos no caso

de toxicidades, de acordo com as recomendações nas bulas desses produtos.

Retratamento de mieloma múltiplo

Pacientes que haviam respondido previamente ao tratamento com Tovar (isolado ou em combinação) e

que apresentaram recaída podem iniciar o retratamento com a última dose tolerada. Veja regime de dose

em “Monoterapia”.

Populações especiais

Pacientes com insuficiência renal

Não é necessário ajuste da dose de Tovar em pacientes com insuficiência renal. Uma vez que a diálise

pode reduzir a concentração de Tovar, o medicamento deve ser administrado após o procedimento de

diálise.

Pacientes com insuficiência hepática

Pacientes com insuficiência hepática leve não requerem ajuste de dose inicial e devem ser tratados de

acordo com a posologia recomendada de Tovar. Pacientes com insuficiência hepática moderada ou

grave devem iniciar o tratamento com Tovar utilizando uma dose reduzida de 0,7 mg/m2 por injeção

durante o primeiro ciclo e subsequentes aumentos gradativos da dose para 1,0 mg/m2 ou reduções de

dose para 0,5 mg/m2 podem ser considerados, com base na tolerância do paciente (veja Tabela 5).

Tabela 5: Modificação da dose inicial recomendada para Tovar em pacientes com insuficiência

hepática

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Tovar é um medicamento injetável utilizado sob orientação e supervisão médica.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

As reações adversas a medicamentos relatadas em estudos de pacientes com mieloma são:

Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Distúrbios do sangue e do sistema linfático: trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas),

anemia, neutropenia (diminuição do número de neutrófilos).

Distúrbios oftalmológicos: visão turva.

Distúrbios gastrintestinais: constipação, diarreia, náusea, vômito, dor gastrintestinal e abdominal,

dispepsia (desconforto na região do estômago).

Distúrbios gerais e condições no local de administração: astenia (fraqueza muscular), fraqueza, fadiga,

pirexia (febre), rigidez, edema de extremidades inferiores.

Infecções e infestações: infecção do trato respiratório superior, inferior e pulmões, nasofaringite, herpes

zoster.

Distúrbios metabólicos e nutricionais: redução do apetite e anorexia, desidratação.

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo: dor nos membros, mialgia (dor muscular),

artralgia (dor nas articulações).

Distúrbios do sistema nervoso: neuropatia periférica (dor e/ou formigamento nas extremidades),

parestesia e disestesia (enfraquecimento ou alteração na sensibilidade dos sentidos), tontura (excluindo

vertigem), dor de cabeça, disgeusia (distorção ou diminuição do paladar).

Distúrbios psiquiátricos: ansiedade, insônia.

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: tosse, dispneia (falta de ar).

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo: erupção cutânea que pode ser prurítico, eritematoso (lesões de

pele que podem gerar coceira ou vermelhidão).

Distúrbios vasculares: hipotensão (pressão arterial baixa).

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Distúrbios do sangue e do sistema linfático: leucopenia (diminuição de leucócitos), linfopenia

(diminuição do número de linfócitos), pancitopenia (diminuição de todas células do sangue).

Distúrbios cardíacos: taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos), fibrilação atrial (alteração do

ritmo cardíaco), palpitações, desenvolvimento agudo ou exacerbação de insuficiência cardíaca, incluindo

insuficiência cardíaca crônica, edema pulmonar.

Distúrbios oftalmológicos: infecção e irritação conjuntiva.

Distúrbios gastrintestinais: dor faringolaríngea, refluxo gastrintestinal, eructação, distensão abdominal,

estomatite e ulceração na boca, disfagia (dificuldade de deglutição), hemorragia gastrintestinal (trato

superior e inferior) e retal.

Distúrbios gerais e condições no local de administração: letargia (sonolência), mal-estar, neuralgia (dor

nos nervos sem estímulo), dor no peito.

Infecções e infestações: pneumonia, herpes simples, bronquite, sinusite, faringite, candidíase oral,

infecção do trato urinário, infecção relacionada ao cateter, sepse e bacteremia, gastroenterite.

Lesão, envenenamento e complicações do procedimento: complicações relacionadas ao catéter.

Investigações: aumento da ALT (alanina aminotransferase) e AST (alanina aspartatotransferase), aumento

da fosfatase alcalina, aumento da GGT (gama-glutamiltransferase).

Distúrbios metabólicos e nutricionais: hiperglicemia (aumento do açúcar no sangue), hipoglicemia

(diminuição do açúcar no sangue), hiponatremia (diminuição do sódio no sangue).

Distúrbios do sistema nervoso: polineuropatia, síncope (desmaio).

Distúrbios renais e urinários: insuficiência ou falência renal, hematúria (presença de sangue na urina).

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: epistaxe (sangramento nasal), dispneia do exercício,

derrame pleural (acúmulo de líquido ao redor do pulmão), rinorreia (descarga nasal).

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo: urticária (coceira com vermelhidão).

Distúrbios vasculares: hipotensão postural (queda da pressão arterial ao mudar da posição sentada ou

deitada para de pé), petéquias (ponto vermelho no corpo causado por pequena hemorragia no vaso

sanguíneo).

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Distúrbios do sangue e do sistema linfático: neutropenia febril (paciente com febre e diminuição de

neutrófilos).

Distúrbios cardíacos: arritmias (alteração no ritmo cardíaco), choque cardiogênico, aparecimento de

redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo, “Flutter” atrial (alteração do ritmo cardíaco),

bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos).

Distúrbios do ouvido e labirinto: audição prejudicada.

Distúrbios gastrintestinais: ulceração da língua, ânsia de vômito, hemametese (vômito com sangue),

petéquias na mucosa oral (pontos vermelhos na mucosa da boca), íleo paralítico (parada dos movimentos

intestinais).

Distúrbios gerais e condições no local de administração: irritação e dor no local de administração, flebite

(inflamação das veias) no local de administração.

Distúrbios do fígado e sistema biliar: aumento da bilirrubina, testes de função hepática anormais, hepatite.

Distúrbios do sistema imunológico: hipersensibilidade (alergia) ao medicamento.

Infecções e infestações: neuralgia pós-herpética.

Distúrbios metabólicos e nutricionais: síndrome da lise tumoral.

Distúrbios do sistema nervos: convulsões, perda da consciência, ageusia (falta de paladar).

Distúrbios renais e urinários: dificuldade de micção.

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: hemoptise (tosse com sangue).

Distúrbios vasculares: hemorragia cerebral.

Experiência pós-comercialização

Eventos adversos ao medicamento clinicamente significativos estão listados a seguir se não tiverem sido

relatados anteriormente.

As frequências apresentadas a seguir refletem as taxas de relatos para reações adversas ao medicamento

provenientes da experiência de pós-comercialização mundial de bortezomibe. As frequências a seguir

refletem taxas de relato e, portanto, estimativas mais precisas da incidência não podem ser feitas. As

reações adversas ao medicamento estão listadas por frequência.

Reação incomum (>1/1000 e =1/100):

Distúrbios gastrintestinais: obstrução intestinal.

Reação rara (> 1/10.000 e = 1/1.000):

Distúrbios do sangue e sistema linfático: coagulação intravascular disseminada (distúrbio da coagulação

do sangue);

Distúrbios cardíacos: bloqueio completo atrioventricular, tamponamento cardíaco;

Distúrbios do ouvido e labirinto: surdez bilateral;

Distúrbios oftalmológicos: herpes oftálmica, neuropatia óptica, cegueira;

Distúrbios gastrintestinais: colite isquêmica (inflamação grave do intestino, pancreatite aguda;

Infecções e infestações: meningoencefalite herpética, choque séptico;

Distúrbios do sistema imunológico: angioedema (alergia grave);

Distúrbios do sistema nervoso: encefalopatia, neuropatia autonômica, síndrome de encefalopatia posterior

reversível;

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: doença pulmonar infiltrativa difusa aguda, hipertensão

pulmonar;

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo: dermatose neutrofílica febril aguda (Síndrome de Sweet).

Reação muito rara (= 1/10.000, incluindo relatos isolados):

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo: Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica;

Infecções e infestações: leucoencefalopatia multifocal progressivaa.

Distúrbios do sistema imunológico: reação anafilática

Distúrbios do sangue e do sistema linfático: microangiopatia trombótica (formação de coágulos)

a: Casos muito raros de infecção pelo vírus John Cunningham (JC) com causalidade desconhecida,

resultando em LMP (Leucoencefalopatia multifocal progressiva) e morte foram relatados em pacientes

tratados com bortezomibe.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis

pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA
DESTE MEDICAMENTO?

Na presença de dose excessiva você deve procurar o médico. Os sinais vitais devem ser monitorados e

devem ser adotadas medidas de suporte adequadas para manter a pressão arterial e a temperatura corporal.

Não existe antídoto específico conhecido para uma dose excessiva de bortezomibe.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e

leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

USO RESTRITO A HOSPITAIS